As burlas mais comuns
Em Moçambique, o padrão dominante não é o ataque técnico.
- Comprovativo falso — captura de ecrã editada enviada por WhatsApp.
- Pressão de tempo — «estou à porta, já paguei, entregue».
- Pagamento a mais e pedido de devolução da diferença por outro canal.
- Cartão roubado usado em compras de valor alto e entrega imediata.
- Engenharia social sobre funcionários, a pedir alteração de conta de levantamento.
A regra que resolve metade dos casos
Só entrega quando o pagamento aparece aprovado no seu painel. Nunca com base numa SMS, numa captura de ecrã ou na palavra do cliente. Explique isto à sua equipa e escreva-o no procedimento de caixa.
Regras automáticas que ajudam
Uma boa plataforma pontua o risco de cada transacção com base em valor, velocidade, histórico do contacto e origem. Transacções de risco elevado ficam em revisão em vez de aprovadas, e as críticas são bloqueadas. Limites por transacção e por dia impedem que um único incidente se torne grande.
Proteja as contas, não só os pagamentos
Active a verificação em dois passos nas contas com acesso ao dinheiro, use palavras-passe únicas, revogue chaves de API de quem sai da equipa e mantenha o registo de auditoria activo. A maior parte das perdas graves começa numa conta comprometida, não numa transacção.
Quando algo corre mal
Congele a entrega, registe tudo (referência, contacto, conversa), abra a disputa na plataforma e comunique com o cliente por escrito. Se houver indício de crime, apresente queixa — sem o registo detalhado, a queixa não vai a lado nenhum.
